#Despadronize

Voltando à rotina

By on Fevereiro 19, 2018

Nessas férias eu meio que dei um tempo de tudo, sabe? Mas acho que não foi um tempo que pode ser considerado saudável…. Acabei deixando o blog e o canal meio que de lado, coisas que nunca aconteceram. Acho que minha cabeça não aguentou a pressão que acabo colocando sobre mim quando trabalho sozinha e sou minha própria chefe. Acabei dando esse respiro involuntário, daqueles que o nosso corpo acaba impondo para gente, que acontece sem que percebamos.

As férias tem muito de deixar tudo aquilo que ocupa a sua cabeça, afinal estamos em uma época para curtir, mas o mundo não para e acabo perdendo ótimas oportunidades. Tive problemas com o fato de me sabotar, acho que esse todos conhecem… Deixei muitas coisas para depois e acabei não fazendo nada, mas cansei dessa rotina vazia, estou voltando.

A faculdade acaba funcionando como um divisor de águas, sabe? É quando as minhas aulas começam que sei quando devo voltar a ter uma vida regrada. Focar e ter equilíbrio são coisas que a faculdade me ajuda a ter, e amo esse exercício diário, pois ganho experiência e me torno mais responsável…. Aliás, agora colocamos a mão na massa, né?!

O cronograma desse ano de 2018 será basicamente: 1 vídeo por semana no canal (toda segunda às 16h) e Três posts por semana – 1 sobre autoestima, 1 sobre moda e 1 sobre autoajuda. Espero dar conta, pois além de tudo ainda tenho um horário de aula…. Espero que dê certo e que eu dê conta!

 

Para sugestões de temas, me mande uma DM no instagram ou mande email para lua@luadoblog.com.br .

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#Despadronize | Beleza | diário

Processo de transição

By on Janeiro 22, 2018

Eu me assumi transexual há uns anos e tudo foi de forma muito natural. Muitos perguntam como foi o meu processo de transição e com o intuito de ajudar e compartilhar a minha história, decidi gravar um vídeo falando sobre como foi toda a minha transição, como a minha família reagiu e como fui aceita pelo meu meio social…. Espero que goste e que compartilhe a sua história comigo!!!!!!! <3

 

 

Comente a baixo ou no vídeo do youtube…. Não esqueça de se inscrever no canal e de dar like nesse vídeo.

 

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Beijos e abraços, Lu!

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Nosso Astral

Livre todo dia

By on Janeiro 19, 2018

Meus olhos borbulhavam de sono e eu pensava sobre os novos padrões de liberdade feminina que enfiam goela abaixo de minha geração, quando de repente um louva-deus paralisado em meio a imensidão de seu plano em uma massiva porta de vidro me prendeu a atenção. Subitamente, de um jeito que não a vida me ensinou, mas eu ensino a vida, pois me lembro de fazer brincadeiras cósmicas do tipo desde antes da fala, me conecto como uma com o delicado, quebrável, folha-seca-em-ventania louva-deus, e minhas preocupações sobre as mutações culturais de minha pseudosociedade desintegram-se de minha mente enquanto grandes chamas de amor torravam-me as artérias e banhavam-me os olhos.

Até quando mergulho em minhas meditações urbanas de concreto, o selvagem me chama. Não para me lembrar que de selvageria fui feita, mas de que de todas as perspectivas que tento me lembrar como tão reais quanto as que criei, as que mais me tem valor são as de mais simplicidade. Não existe machismo, racismo, posse ou ciúme dentro do louvável louva-deus que me encara estático, bestificado com o calor de meu corpo alto e os cheiros que sinto na ventania molhada de meados de janeiro. É lá a meditação que busco. É lá o descanso que quem vocês chamam de deus me deu. Na estrutura minúscula de ciclos rápidos e membros frágeis dum inseto que participa de ciclos há mais descendentes que eu, encontro a paz de ser eterna e imortal no mundo que nega ser descartável como o mandam.

Nota rápida de uma tarde que nunca será tão sozinha assim, desde que eu me preocupe em procurar.

 

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#Despadronize

Insegurança no Relacionamento: Se de uma chance

By on Janeiro 15, 2018

Nossa, parece que não converso com você há anos… estranho, né? Estava sempre presente por aqui, e de uma hora pra outra o site ficou parado, sem uma frequência de atualização alta, mas tudo isso tem um motivo. Eu e as colunistas aqui do site vivemos rotinas extremamente diferentes, a Ana trabalha e estuda em horários que às vezes a impossibilitam de estar sempre por aqui, e a Nichole o mesmo. Eu, que sou a proprietária do blog, me dedico inteiramente à produção de conteúdo e interação com seguidores em redes sociais. Mas a minha ausência marca o início de novos projetos, a minha loja que logo logo estará de portas abertas para recebê-los, e o meu canal do youtube que remodelei e voltei a utilizar.

Meu primeiro vídeo dessa novo fase de youtuber foi um desabafo sobre relacionamentos. Todo mundo sabe que a insegurança é um problema que afeta profundamente qualquer pessoa atingida em seu ponto fraco, não?! E muitas vezes ela é a causa principal para muitos pensarem 1000x antes de entrar em qualquer relacionamento. O corpo, a mente, a memória, não importa aonde e qual seja, mas alguém vai ter um medo ou um trauma para enfrentar, e foi com a intenção de conversar sobre isso que fiz o vídeo. Eu tive muitos medos durante a minha trajetória de vida, mas aos poucos consigo driblar esses monstros e estou me dando chances que antes nem tinham a possibilidade de existir… Entre nesse diálogo e reflita sobre “se dar uma chance”:

Me conte o que achou e me dê sugestões de novos vídeos…  estou aberta a novos assuntos!!!

 

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Beijos e abraços, Lu.

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#Despadronize | Moda

SheIn Plus Size: Blusa ciganinha e calça de moletom

By on Janeiro 8, 2018

Recentemente fiz uma parceria com o site SheIn e mês passado chegaram as primeiras peças que escolhi para tirar foto aqui para o blog. Tenho um grande problema para comprar roupas online, sabe? Tenho muito medo de fazer a louca comprando tudo e no final nada me servir. Este medo não é em vão, pois já perdi as contas de pessoas que fazem suas compras via web e jogam o dinheiro fora, pois perdeu o momento importante de provar e sentir as roupas no corpo, experiência que você tem em lojas físicas.

Por a SheIn ser uma loja estrangeira, ainda senti um receio maior, pois quando uma parceria assim é feita, você precisa passar informações como CPF, nome, endereço e etc, e eu tenho receio que pessoas mal intencionadas usem estas informações contra mim… loucura, né? Bom, passei todas as infos necessárias para o envio das peças, e em menos de um mês as minhas escolhas já estavam aqui em casa. Nunca tive uma experiência tão satisfatória em relação à entrega de produtos com outras lojas estrangeiras. Acho que isso fisgou meu coração, pois geralmente quando compro algo, já quero sair usando… Aquele papo de toda consumidora.

Eu e a SheIn estamos fazendo essa ação juntas, pois a loja está com uma ala Plus Size incrível. Amo ver diversidade de design para numerações grandes. Isso é quase inexistente em lojas físicas, e quando as peças estão por lá, as modelagens e caimento não são valorizados. Por isso dou valor para esse tipo de iniciativa das lojas <3

Ultimamente ando apaixonada por um estilo mais puxado para o street… Peças largas em conformidade com partes de cima cheias de identidade e mais coladas no corpo, pelo menos o look que escolhi para postar aqui no blog foi assim… Quem me acompanha aqui há algum tempo sabe que eu estou viciada em calças de moletom, e peguei uma cinza linda. A cor é chave e pode compor muitos outros looks descolados e cheios de conforto. Além disso, para abraçar a vibe do verão, peguei essa ciganinha linda cheia de babados. Amo essa pegada de estilo gringa, sabe?

Para compor ainda mais a minha roupa, usei uma bolsa de couro cru e um sapato da New Balance… Sério, se tem uma coisa que não dispenso é o meu conforto. Algumas vezes dou uma de louquinha e uso um sapato 41, sendo que o meu número é 43 :), mas vida que segue. Quanto a roupa o assunto é totalmente diferente. Odeio calças que me deixam assada, que esquentam demais ou que não tem um caimento legal no corpo…

 

  1. SHEIN Rib Knit Lettuce Edge Crop Bardot Top
  2. SHEIN Heather Knit Sweatpant
  3. SHEIN Contrast Panel Marled Knit SweatPants 

 

 

Beijos e abraços, Lu.

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Mahalo

By on Janeiro 5, 2018

Ele vem com o nascer do sol, insano em seus passos seguros. Mal sinto o amor adentrar meus neurônios como raiz que finca a terra, tamanho o terremoto que acorda e adormece minha carne ultimamente. Sinto-me Gaia fecundada com seu primeiro gole de vida não-imposta, vida conquistada, que colide com meus átomos na velocidade da luz e me faz ver estrelas subindo para um céu que anda só chuva.

Germino os mais adequados frutos: gargalhadas autênticas e arte que grita tudo que foi calado.

Eu chego às noite, iluminada pelo insano Sol, dançando música que ninguém ouve, mas ele vê sentido e dança comigo. Pra que o mundo presencie a gente absorvendo o mundo. Frutificar eterno da vida.

Eclipse solar.

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Stay Yellow | Textos

#StayYellow: Diário

By on Dezembro 27, 2017
Bia, minha gata e companheira.

De primeira instância, meu estômago não aceitou bem a ideia de passar o Natal longe das pessoas que costumam estar comigo nesses momentos. Não era a primeira vez que eu fazia isso, mas dentro da minha cabeça, achei que não precisaria fazer de novo. Principalmente depois de um ano tão conturbado como esse, e que acabou tendo sua season finale bem melhor do que eu imaginava. Isso me fez querer estar com eles mais do que nunca. Mas em compensação, eu estaria em um lugar lindo, e eu usei isso para colocar um sorriso no meu rosto antes de entrar no avião.

Minha família me esperaria para o Ano Novo em São Paulo, enquanto o natal, passaria com meu pai e minha madrasta em Brasília, a cidade que eu considero o meu lar, apesar de não ter as pessoas que eu mais amo vivendo nela. A única coisa que não me agrada em estar na capital é o fato de estar tão longe dos meus amigos e eu acho que durante o fim do ano nunca vou conseguir estar, o que é triste, porém suportável. Também preciso me enquadrar em rotinas que não são semelhantes a minha, e talvez, seja o meu maior desafio.

A família da minha madrasta é quase a minha. Seus filhos são praticamente meus irmãos, e enquanto estou com eles, é tudo muito bom. Nós nos entendemos muito, acho que por todos termos quase a mesma idade, então me sinto confortável. Reclamamos juntos, rimos juntos, debochamos juntos e das mesmas coisas. As festas foram ótimas porque eles estavam comigo, e fomos o terror de nossos pais. Isso fez com que eu me sentisse mais acolhida, mas não o suficiente para me sentir completamente confortável onde eu estava.

A verdade é que passar o fim de ano com a família, seja ela quem for, sempre é algo delicado, principalmente quando você é tudo o que eles não querem ou esperam que você seja. Não sou uma garota que sabe lidar muito bem com julgamentos, ou com olhares tortos e pessoas curiosas. Uma pergunta aqui e ali, eu não me importo, mas comentários sempre tiram um pedaço da minha paciência.

Aqui não há tanto disso, mas quando existe uma pessoa mais velha que já está próxima demais de você, sempre existe um pouco de necessidade de querer mandar na sua vida. Minha madrasta é essa pessoa. Foi difícil engolir os comentários sobre o meu comportamento, o meu peso, o meu modo de me vestir. E pra piorar, tive que ouvir também sobre o que eu deveria fazer, como eu deveria fazer, como se eu não tivesse palpite sobre o que acho bom para mim. E eu sei que não deveria ser uma novidade. Adultos fazem isso com as pessoas mais novas, e eu sou a mais nova de toda a família. Mas algo dentro do meu cérebro me faz reagir como se fosse a primeira vez que eu ouvisse todas aquelas coisas. E, bom, eu sempre fui respondona, então aguentar calada é algo que quase nunca acontece. Acabo saindo como a grossa, e tenho que passar a semana inteira tentando “arrumar” o meu comportamento, como se o problema estivesse todo enraizado na minha pessoa.

A falta de privacidade é outra coisa que me deixou um pouco possessa. Sou acostumada a ter um canto para mim, e minha família sabe que é um costume eu me reservar para pensar, escrever em meus livros e fazer as minhas coisas, e eles respeitam. Aqui, sempre tem gente nova. Precisei dormir no mesmo quarto que mais três pessoas por pelo menos quatro dias, e isso me afetou profundamente. Em todo cômodo da casa, tinha alguém. Até minha gata conseguia me irritar. Quase precisei entrar no carro para conseguir escrever alguma coisa e me sentir produtiva. Cheguei a beira das lágrimas em uma tarde, por ter que ouvir tantas pessoas falando e não ter um minuto só para mim. Consigo ser muito chata e ranzinza com algumas coisas, e essa é uma delas.

Esse texto é um diário. Venho guardando isso comigo durante os dias, enquanto tentava imaginar o que escrever, e nada escapava de mim. Acho que é justamente por ter tantas reclamações guardadas e sem um espaço que eu não sinta que estou sendo desconfortável e irritante o tempo todo. É por isso que toda vez que escrevo algo aqui, me sinto em paz comigo mesma novamente. É um refúgio que me acolhe sem que eu precise tentar muito, e eu espero tê-lo comigo por muito tempo.

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#Despadronize | diário

Autoaceitação: Você se aceita como é?

By on Dezembro 25, 2017

Natal, época de confraternização e união entre a família. Nunca fui muito de épocas em que toda a minha família se uniam e faziam festas. Durante estas sempre tinha um horário propício para os comentários, sabe?! Acho que durante a minha vida toda o que mais tive foram traumas. Sou uma pessoa que guarda desde momentos à comentários e atitudes ridículas. Como meu corpo sempre foi fora do padrão, os comentários começavam pelo meu peso… “Nossa, vai comer de novo?!”, “Tá mais gorda hein..” e isso me machucava muito. Claro que as pessoas que estavam a minha volta davam risadas gostosas e altas, mas por aquele famoso ditado “pimenta nos olhos dos outros é refresco”! Desde que ninguém me atinja, tá tranquilo!Ainda sobre preconceitos, sempre tive um jeito muito feminino, sabe?! E esse era mais um motivo para me taxarem. O estado aonde moro é composto por homens com raízes machistas (até demais). E sair do que eles consideravam normal já era uma atração. Era bem isso que eu me sentia, uma atração de circo, que arrancava risadas das pessoas, mas não porque eu era engraçada, mas por que as pessoas me viam como uma atração de circo…

Fui passando por isso todos os anos e me sentia mais cansada e sem paciência para esses eventos. Mas criança não tem vontade, né?! Tem que fazer o que os pais querem… Fui crescendo e cheguei na idade em que já tinha o livre arbítrio para escolher o que me fazia melhor. Escolhi odiar o natal. Esse não passava de uma data do ano em que as pessoas tiravam para beber e passar mal de tanto comer.  Sério, não aguentava ver que todo ano eu caminhava 359 dias para chegar nessa data sem nexo.

Esse ano comecei a me arrumar com uma apreensão tão grande. Era o primeiro em que eu ia passar o natal como uma Trans, sabe?! Minha avó já havia me dito que não me queria maquiada nas festas, mas sério, não ia deixar essa data passar batido… precisava de pelo menos alguma produção. Fiz uma maquiagem lindíssima, coloquei uma blusa vermelha com fios metalizados, uma pantacourt e argolas douradas maravilhosas! Não tinha ninguém alí mais realizada do que eu. Eu me olhava no espelho e pela primeira vez me reconhecia como deveria ser. Foi o primeiro natal em que me senti eu mesma.

Cheguei na casa da minha tia muito nervosa. A maioria da minha família nunca tinha me visto como Lu, mulher transexual, mas fui recebida tão bem. Fui tratada como nunca pensei que seria. Me elogiaram, conversaram comigo e até leram tarô para mim…. quem diria que até o meu tarô iriam tirar, né?! Meu sorriso aberto desenhado por um batom vermelho foi um dos principais sinais de felicidade que demonstrei, e sério, isso foi demais! Sorrir por se sentir livre. Livre de alma, de corpo, de tudo. A melhor sensação. Parece que consegui finalmente vencer o preconceito e mostrar que não há erros em ser quem sou!

Percebi durante essa noite de natal o quão importante é sermos nós mesmos, independente de fatores externos. O que importa depois que crescemos é o nosso interno. Não existe coisa melhor do que você se reconhecer e se amar. Não existem motivos para você se esconder. Seja feliz logo, pois o tempo não tem dó de ninguém, ele passa e não conseguimos voltar atrás!

Esse foi o primeiro natal importante para mim, pois recebi o meu maior presente…  a minha própria aceitação. E você, se aceita?

Beijos e abraços, Lu!

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#Despadronize | diário

Discriminação entre as minorias?

By on Dezembro 18, 2017

Esse mês de Dezembro foi um terror para mim… Todas as obrigações tomam proporções gigantescas e sinto que não vou conseguir resolver nada do que me propus fazer. A faculdade é a pior das responsabilidades. Os professores mandam mil trabalhos e você tem que resolver todos eles, de forma que contemple as exigências específicas de cada um, e em um determinado tempo… Acabo ficando louca. Cheguei a ter umas crises nervosas, mas no final deu tudo certo.

É quarta-feira e eu finalmente consigo colocar a cabeça no travesseiro. Momento de relaxar e tentar esvaziar a cabeça para dormir, coisa que era quase impossível, pois ainda tinha milhares de coisas para resolver. Não custava nada tentar. Mas uma mensagem já mudou tudo e me virou de cabeça para baixo… fiquei extremamente irritada, decepcionada e triste…. Um coletivo de mulheres aqui da minha cidade fez um grupo sobre relacionamentos entre mulheres para discutir sobre as particularidades destes, mas elas simplesmente ignoraram a existência de mulheres transexuais. Até ali ainda estava okay. O que me tirou do sério foi um texto que elas postaram explicando o porque de mulheres trans não serem bem vindas. Este era carregado de preconceitos, julgamentos e cheio de explicações alegóricas criminalizando a mulher trans.

O texto simplesmente dizia que nós transexuais estupramos mulheres lésbicas, e questiona: “O porque de mulheres transexuais não namorarem mulheres transexuais, e sim mulheres lésbicas…” (já excluindo as transexuais como lésbicas). Cara, eu jurava que esses coletivos e movimentos sociais estavam lutando para derrubar preconceitos e esteriótipos, mas percebi que tudo isso é um luta isolada, sabe?! Ninguém representa o outro que foge um pouco do que é considerado normal… Foda, né?! Mas o que mais me causa revolta é saber que ainda existe a tentativa de justificar atos tão pesados como o preconceito, pois depois de toda a polêmica o grupo postou vários textos de retratação e afins. Retratações vázias, né?! Se for se retratar com preconceito velado, é melhor nem bater os dedos nas teclas do computador, pois o tempo gasto para escrever um texto cheio de carga negativa não vai valer de nada!

As retratações eram algo tipo “gente, não temos nada contra trans, mas só não é um evento feito pra elas…”

 

Ainda existiu a tentativa de transformar a vítima em agressor. Eu, outras trans e mulheres cis que foram questionar o evento fomos chamadas de misóginas. Fácil, né?! Não sou burra, e sei que misoginia é o que mais existe por aí, mas voltar a violência contra quem a sofre é uma maneira incrível de sair de situações embaraçosas, né?! Me senti humilhada, envergonhada e com a minha luta diminuída!

A parte que mais me dói é a que as pessoas não pensam no que as trans passam no dia a dia. Não pensam que existem poucos grupos que nos abraçam e lutam por nossos direitos conosco, e justo um dos que mais apoiamos nos vaiam e jogam palavras de repúdio em nossas costas. Mas Trans é isso, resistência!!! Resistimos e aprendemos com tudo que se passa na vida de cada uma de nós. E essas atitudes mostram que a sociedade ainda precisa aprender muito e estudar muito (até porque informação é tudo, né?!). O respeito que todos cobram é uma coisa que ninguém tem. Infelizmente….

Discriminação

Parece que quanto mais o tempo passa, mais percebo que os movimentos têm se fragmentado e se taxado cada vez mais. Não existe uma união e cooperação sinceras. Por isso que nossos movimentos se enfraquecem cada vez mais, pois estamos envolvidas em embates discriminatórios, estamos passando por momentos que não deveriam nem existir, e isso me dá medo. Os tempos que estão por vir são incertos e podem afetar a vida de todas nós, sério! Vamos nos unir, por favor!

 PS: Não estou aqui para me rebelar contra ninguém, mas sim para expor a minha opinião sobre um ocorrido que me chocou. Trouxe um certo tipo de abalo mental, sabe?!

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